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Nova fase de Pitty

Pitty lança álbum homônimo, um mergulho visceral na alma do rock

Douglas Barbosa · 16 de outubro de 2026

Pitty lança álbum homônimo, um mergulho visceral na alma do rock

Sete anos após 'Matriz', a artista entrega um trabalho que é um manifesto de liberdade criativa e ressignificação de sua própria identidade.

Pitty está de volta, e não é de qualquer jeito. Sete anos após o aclamado “Matriz”, a cantora lança “Pitty”, seu sexto álbum de inéditas, que chega às plataformas e formatos físicos neste 16 de outubro. Longe de ser apenas mais um disco em sua consolidada carreira, este trabalho homônimo é um mergulho profundo na essência da artista, revelando uma Pitty que se redescobre e amplia as fronteiras do rock brasileiro, sempre mantendo a guitarra no centro da tempestade.

Mais de duas décadas após emergir como uma das vozes mais potentes e transformadoras do rock nacional, Pitty ocupa um lugar singular, atravessando gerações com um repertório que se mantém relevante e pulsante. O novo álbum não é apenas a soma de 13 faixas; é um atestado de inquietude, de quem ainda busca criar, experimentar e se mover, mesmo diante de uma trajetória já tão bem estabelecida. “Pitty” nasce desse encontro entre o legado e o incessante impulso de desbravar novos caminhos, prometendo uma escuta visceral e cheia de camadas.

Um Processo Intuitivo e Livre

O processo criativo de “Pitty” foi marcado por uma liberdade rara, nascendo de uma pausa para escuta e reorganização, onde a inspiração surgiu de forma quase não racionalizada. “Sinto que estou fazendo o meu primeiro disco, essa é a minha sensação”, expressa Pitty sobre o período. Ela voltou a compor sozinha com o violão, remetendo aos primeiros anos em Salvador, mas desta vez levou a experimentação a outro nível. Em seu próprio estúdio, a artista construiu arranjos e riffs, pré-produzindo as demos antes mesmo de entrar em estúdio, entregando ideias quase prontas a Rafael Ramos, parceiro de longa data e coprodutor do álbum. Ramos reforça a qualidade desse processo: “Não tivemos que passar por nenhuma reformulação, porque realmente, a demo era uma coisa perfeita, já empolgava”.

Em “Pitty”, o rock funciona como uma linguagem porosa, um ponto de partida que se expande para outras sonoridades. Faixas como “Sobremesa”, com seu riff marcante, ou “Armadura”, que flerta com a dança e Clarice Lispector, mostram essa versatilidade. “DESOBEDIENTE”, por exemplo, une referências melódicas diversas com batidas de hip-hop e o peso do rock, em uma produção que conta com a colaboração de Nave. Já “Pileque de Poeta” e “Sobriedade Seletiva”, coproduzidas por Felipe Vassão, trazem as guitarras para a pista de dança, enquanto “Caminhada” evoca parcerias e sororidade, sintetizada no verso: “É sobre meu braço no seu quando o corpo vacila, é ser o teu eco na frente da mesma fila”. O disco é uma teia de influências que, juntas, preservam a identidade da artista e ampliam suas formas de expressão.

Pelos Palcos do Brasil

Para celebrar a chegada do novo material, Pitty também dá início a uma aguardada turnê. A estreia acontece já amanhã, 17 de outubro, em São Paulo, com ingressos esgotados – uma prova da força e do apelo contínuo da artista. Praças como Belo Horizonte, Porto Alegre e Vitória também já tiveram seus ingressos esgotados, e a turnê passará por Curitiba, Recife, Ribeirão Preto, Sorocaba, Balneário Camboriú e Leopoldina até dezembro. Novas datas e cidades prometem ser anunciadas em breve, levando essa nova fase de Pitty para ainda mais fãs pelo país.

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