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CyberKills volta ao Brasil após turnê pela Europa e Ásia e prepara nova era no Zig Festival com Linn da Quebrada

Douglas Barbosa · 09 de outubro de 2026

CyberKills volta ao Brasil após turnê pela Europa e Ásia e prepara nova era no Zig Festival com Linn da Quebrada

Após três meses em turnê pela Europa e Ásia, CyberKills revela os bastidores da viagem e antecipa novidades no Zig Festival com Linn da Quebrada

Três meses, diferentes culturas e pistas ao redor do mundo. A dupla CyberKills voltou ao Brasil após uma turnê pela Europa e Ásia com a bagagem cheia de experiências, novas conexões e a certeza de que seu trabalho ultrapassa fronteiras. Formado por Rodrigo Oliveira e Gabriel Diniz, o projeto tem conquistado espaço na música eletrônica e na cena LGBTQIA+, levando sua identidade sonora a públicos de diferentes países. Agora, de volta para casa, os artistas se preparam para um novo capítulo da carreira no Zig Festival, onde dividirão a apresentação com Linn da Quebrada.

Em entrevista ao Lente Oposta, a dupla falou sobre os desafios de circular internacionalmente, o reconhecimento de fãs em outros países e a experiência de tocar em eventos que celebram a diversidade. Entre as lembranças da viagem, o Whole Festival aparece como um dos pontos altos, tanto pela recepção do público quanto pela sensação de liberdade encontrada em um ambiente de acolhimento LGBTQIA+.

Apesar da dimensão internacional da turnê, voltar ao Brasil também tem um significado especial. Para Rodrigo, conhecido comoRkills, o retorno representa o reencontro com pequenos prazeres que fizeram falta durante a viagem.

“Alívio de comer nossa comida, nossa pizza, nossa feijoada, nossa ÁGUA!”, brinca. A saudade, no entanto, já começou a aparecer: “Não vou mentir, já sinto saudade e faria tudo de novo na próxima semana se pudéssemos”.
— Rkills

Gabriel, conhecido como GDZ, também define a volta como um momento de realização.

“Sensação de dever cumprido e muita gratidão por tudo que conquistamos e enfrentamos apenas nós dois. Tô muito feliz de rever meus amigos e família e já estar na estrada vivendo a melhor pista do mundo”
— GDZ

Entre fronteiras, aeroportos e pistas inesquecíveis

Se a turnê ampliou os horizontes da CyberKills, o caminho também trouxe desafios. A passagem pelas imigrações foi apontada pelos dois como um dos momentos mais tensos da experiência. Entre aeroportos, malas, check-ins e o receio de que algo desse errado, viajar exigiu disposição para enfrentar situações que nem sempre aparecem nos registros mais glamourosos de uma carreira internacional.

“Os aeroportos são horríveis também, todo check-in, raio X, carregando mala”, resume GDZ. Apesar dos perrengues, o DJ destaca que cada cidade deixou uma lembrança. Quando o assunto é escolher um momento especial, porém, os dois chegam à mesma resposta: o Whole Festival.

Para Rkills, o evento foi uma oportunidade de reencontrar amigos brasileiros e criar novas conexões em um ambiente no qual a liberdade de expressão estava no centro da experiência.

“O festival te dá essa sensação de liberdade e você pode ser quem você é sem ser julgado, me senti num céu LGBTQIA+”
— Rkills

GDZ também guarda a apresentação com carinho, especialmente pela resposta da pista. “A pista encheu para ver a gente, foi muito especial!”. A recepção reforçou uma percepção que acompanhou a dupla durante a viagem: existe público interessado em sua música mesmo a milhares de quilômetros de casa.

Ser reconhecido em outros países ainda parece surreal para os artistas. Rodrigo conta que não costuma pensar muito na dimensão desse alcance, mas se surpreendeu ao encontrar fãs dispostos a viajar de outras cidades para assistir aos shows. “Na verdade, eu não estava esperando isso. Fico muito grato com tudo isso que estamos conquistando”.

Para Gabriel, ver pessoas de diferentes culturas e idiomas se conectando com músicas criadas pela dupla é uma das partes mais marcantes dessa trajetória.

“Confesso que parece um sonho, ainda é surreal ver que pessoas de outros lugares, culturas e línguas escutam o que a gente faz no quarto. Tem um sabor muito especial em conquistar o mundo enquanto conquistamos o coração das pessoas. Mal posso esperar pra viver tudo isso novamente!”
— Gabriel Diniz

A identidade da CyberKills em diferentes pistas

Levar a própria música para públicos tão distintos também exige preparação. A dupla explica que cada apresentação é pensada a partir da identidade do evento, do perfil das pessoas que frequentam a festa e da atmosfera que os artistas pretendem construir ao longo do set.

“Cada festa tem um set diferente, às vezes algumas músicas se repetem, especialmente as autorais. Mas sim, óbvio que há um estudo de público”, explicam e complementam que a proposta é entender a energia de cada lugar sem abrir mão da personalidade musical do projeto.

O processo criativo segue uma lógica semelhante. Sem fórmulas rígidas, Rodrigo e Gabriel constroem suas produções a partir da identificação dos dois com o resultado. A rotina corrida nem sempre permite que trabalhem lado a lado presencialmente, por isso boa parte das ideias é desenvolvida em uma troca à distância, respeitando o tempo e o ritmo de cada um.

Depois de conhecer pistas de diferentes partes do mundo, a dupla também reforçou a relação com a cena brasileira. Embora tenham voltado apaixonados por diversos lugares, os artistas afirmam que a energia do público nacional continua sendo especial. Fortaleza aparece como destaque entre as cidades que mais os marcaram.

“A cena lá tá cada dia mais efervescente e engajada. Todo mundo dançando, beijando e baforando kkkk”
— Cyberkills

Do remix de “Buzina” à turnê mundial

A expansão da CyberKills aconteceu gradualmente, acompanhada por momentos que ajudaram os artistas a perceber a dimensão que o projeto estava alcançando. Rkills lembra que a mudança ficou evidente quando começaram a ser reconhecidos nas festas, convidados para tirar fotos e surpreendidos pelo público cantando suas músicas durante as apresentações. A agenda também passou a ocupar os fins de semana, sinalizando que a música se tornava cada vez mais central em suas vidas.

GDZ, por sua vez, enxerga essa trajetória em etapas. Um dos primeiros marcos foi o remix oficial de “Buzina”, de Pabllo Vittar. Mais tarde, o lançamento de “After”, com o remix de “Descontrolada”, representou uma virada importante, permitindo que ele conquistasse estabilidade financeira vivendo de música. A turnê internacional consolidou outra percepção: havia demanda pelo trabalho da dupla em diferentes partes do mundo.

Mais do que ampliar o alcance do projeto, a experiência abriu espaço para novas possibilidades artísticas. É justamente essa transformação que os fãs poderão acompanhar no Zig Festival, em uma apresentação que promete marcar o início de uma nova fase da CyberKills.

Zig Festival terá Linn da Quebrada e inaugura nova era do projeto

Para o Zig Festival, a dupla prepara uma apresentação que vai além de uma seleção de faixas conhecidas. Sem entregar todos os detalhes, Cyberkills antecipam uma mudança de direção sonora e de formato, com experimentações pensadas especialmente para o palco.

“Não vamos revelar muito, mas podem esperar um renascimento, podem esperar uma nova era do CyberKills, testando novas sonoridades e formatos para nossas apresentações ao vivo”
— Cyberkills

Um dos destaques será a participação de Linn da Quebrada. O convite surgiu a partir da proposta do próprio festival, que incentivou a dupla a chamar outro artista para integrar o set. Apesar de já existir a possibilidade, a dupla confessa que não tinham tomado a iniciativa de convidá-la diretamente. A conexão com a equipe da Stage Gang, que já havia trabalhado com a CyberKills, ajudou a transformar a ideia em uma parceria.

A presença de Linn também abre espaço para revisitar seu repertório sob uma nova perspectiva. Segundo a dupla, o público poderá ouvir diversos hits da artista repaginados para a apresentação, em diálogo com a linguagem eletrônica da CyberKills.

Outro momento aguardado será a execução de “Back 2 Me”, novo single solo do projeto, cujo lançamento foi anunciado para a quinta-feira. A faixa chega como parte desse movimento de renovação e antecipa os caminhos que os artistas pretendem explorar daqui para a frente.

Entre a experiência internacional, o fortalecimento da conexão com o público brasileiro e as novidades preparadas para o Zig Festival, a CyberKills chega a essa nova etapa com o olhar voltado para o futuro. A turnê mostrou que a música da dupla pode atravessar fronteiras; agora, a proposta é transformar tudo o que viveram em novas experiências para a pista, sem perder a identidade que os levou até aqui.

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